quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Janice


Janice

__ O Jonas, construiu um pequeno açougue, está indo bem. A sua avó comprou um carro, e sua irmã está prestes a se casar... Bom, pelo menos é o que parece.
__ Incrível mãe... As coisas vão muito bem. Ontem eu me perguntava, por que tinha saído daqui mesmo...
__ Eu também, mais foi para conseguir melhores oportunidades não é?
__ Se tudo pode ser resumido acredito que foi por isso mesmo.
__ E então? Não vai me contar o que houve...
__ Mãe, Léia ainda é carteira?
__ Sim, mais pra que você quer saber?.
__ Que bom! Então mãe, voltei por que precisava rever a senhora. E a cidade, algumas pessoas sabe? Estou precisando um bom motivo para recomeçar. Acho que vou começar pela Léia, já volto viu?!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Monólogo - Valéria (Continuação)


Valéria

__ Como assim?
__ Ah! Não entendeu? Pelo amor de Deus Valéria, não existe mais possibilidade de segurar, você acha que tudo se resume num recomeço?
__ Eu posso consertar!
__ Não interessa que possa!! Não é mais viável, não tem mais por que! E hoje, peço a Lia que recolha tudo, todos os papéis necessários para o fechamento da empresa. Pedimos falência, você não é mais minha sócia...
__ Você está cometendo um erro, fazendo tempestade num copo d’água. Podemos procurar ajuda, não vamos desistir desse jeito...
__ Boa sorte Valéria!
__ Como?
__ Lia!
__ Oi, o que é?
__ A Valéria está de saída ajude-a com suas coisas. Estou atrasado, tenho um compromisso.
__ Aonde você vai? Ei espere! Ei...
__ Ele não vai a lugar nenhum Valéria... Você sabe disso, só está fugindo...
__ Ah...
__ Você pode ir lá pra casa, se não se importar de dormir na sala.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Monólogo - Mateus (continuação)


Mateus

Telepatia? O que mesmo seria capaz de tornar aquela cena possível? Às vezes acho que Deus brinca conosco de lá de cima... Fazendo nos tornar pessoas céticas ao extremo e depois colocando pequenos e grandes sinais do divino, do duvidoso em nossas vidas... rever Valeria era tão estranho quanto o fato de que ela pouco mudara nesses seis anos. Será que ela teria me visto também? Parecia tão apressada, será que era ela mesmo?Afinal, o que a traria de volta a esta cidade, que tão pouco se importava. Ontem mesmo o cheiro da cuca de banana de Janice invadia a rua, trazendo o que nem mesmo ela esperava mais ter, esperança, já que tão poucas vezes pudera falar com a filha. O engraçado é que, quando passei por aquela rua, tive a sensação triste que nada nunca mais seria como antes, não só pela passagem dos anos, mas pela mudança do espírito, quando algo é perdido, perde-se também o instante, o porquê, a materialização, ou seja, tudo aquilo que o tornava real. Nem mesmo a cuca, a rua, a sua visão poderia me fazer crer, que poderíamos recomeçar que existe motivo ou mesmo possibilidade de dar certo outra vez.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Monólogo - Janice (1ª publicação)

Eu comecei a escrever estas páginas a muito tempo atrás, resolvi divulgar agora, como uma forma de saber se é legal ou não, simples assim! Irei divulgar uma página por dia então deixe sua opinião!

Monólogo
Nunca mais ficarei sozinho





  
Parte I


Janice,
Mateus,
Valéria.
A verdade individual
sobre uma vida.

Janice

Era dois de janeiro de 2003, a alegria fazia tudo ao redor se resumir em sorriso. Sabe quando a saudade acaba de uma única vez sem que você menos espere? Tudo se resumia a uma vontade de sorrir e pular, eu precisava inventar qualquer coisa, um piquenique uma festa, algo que a entretece, algo que fizesse com que ela nunca mais queira sair daqui. Ontem parecia que eu já estava sabendo que ela chegaria, fiz uma cuca de banana, só pra lembrar o seu jeitinho, a cuca no forno era quase a mesma coisa que  sentir o cheiro dela pela casa, e toda aquela angústia que sentia com a saudade dela só aumentava. Infelizmente, só ficou um pedacinho... Ah! Se eu soubesse que ela viria, ninguém tocava naquela cuca. Desde pequena fazia festa na cozinha, se chegasse do quintal com uma dúzia de bananas, ela já vinha correndo preparava a cabaninha na cozinha e em meio as minhas broncas para que saísse de lá ela vinha me abraçar, recolhia suas coisinhas ia pra sala colhia flores para colocar no meio de sua casinha, reunia suas bonequinhas e esperava até que ficasse pronta. Que linda menina!
Valeria passou pelo corredor que dava na cozinha, as boas lembranças traziam alegrias e uma boa dose de culpa pegou a jarra de leite em cima da mesa e serviu um copo, sentando-se na cadeira perguntou:
__ Então Dona Janice? Conte-me as novidades!